“CRÔNICAS DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA” – O novo governo da velha política


“Não existem vitórias eternas, nem derrotas eternas.
Existem derrotas e vitórias e por isso resistimos!”
Pepe Mujica



Nos últimos 4 anos no Rio Grande do Sul, desde a vitória do governador José Ivo Sartori, as marcas das políticas desastrosas construídas no povo gaúcho, são fundamentadas com base na crise fiscal e o elevado gastos público do estado.

A agenda aplicada desde os primeiros meses, não foi capaz de solucionar problema algum. O ajuste financeiro, que parcelou e atrasou salários dos servidores, vendeu ações do Banrisul, extinguiu as Fundações estaduais e retirou recursos da educação e saúde, fechando escolas e hospitais, descontrolou as políticas públicas. Essa receita foi rejeitada pela população, que viu os impostos no Rio Grande, sendo um dos mais altos do país, e, uma política recessiva aos mais necessitados.

Durante o processo eleitoral deste ano, anunciamos abertamente que o governador eleito Eduardo Leite, representava o mesmo projeto que Sartori. O ajuste que não combate os privilégios da elite gaúcha e a sonegação fiscal das empresas, mas amarga o dia-a-dia das famílias trabalhadoras com mais impostos e menos políticas públicas e sociais, já está se desenhando para o novo governo. A justificativa ainda continua a mesma de 4 anos atrás: a recuperação fiscal.

Mesmo com elementos diferentes e uma habilidade política para atuar, construindo facilmente a maioria necessária para o projeto do PSDB, a finalidade do novo governo, continuará sendo privatizar e implementar o Estado mínimo que o MDB liderado por Sartori, não conseguiu concretizar.

Por isso, os movimentos sociais, partidos políticos e as lideranças progressistas do Rio Grande do Sul, precisam estar atentos e não fazer coro às fictícias sinalizações dos “bons tempos” da administração do Piratini. Precisamos dialogar com a população, em especial os servidores, e apresentar uma posição firme para não haver uma inversão de valores e não sofrermos uma derrota política, para além da eleitoral. Receber salários em dia, não pode ser considerado uma conquista frente ao governo eleito, assim como destinar os recursos à saúde e educação, sendo cláusula constitucional e não novidade política apresentada por Eduardo Leite.

Anunciamos anteriormente e vem se concretizando. Eduardo é Sartori, e ambos representam os blocos políticos que destruíram o Rio Grande do Sul. E, continuarão de mãos dadas para aplicar a velha política que está dando errado no nosso Estado. Para nós, o caminho nos próximos anos continuará sendo na oposição. Constituindo uma alternativa programática e nas vias democráticas, com luta social, vamos resistir aos retrocessos e acumular forças para uma vitória política.

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